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Inovação nos Sentimentos

Inovação nos sentimentos
“Tens de ver os sentimentos como sendo os motivadores de tudo o que construímos…”
António Damásio

Hoje vamos falar de inovação…

Sou professora / formadora (adoro ser), gosto de partilhar tudo o que sei, gosto de aprender, amo os meus alunos / formandos e não gosto mesmo nada de fazer as coisas como fiz na última vez… Como diriam os que comigo privam… “adoras inventar”.

Assim sendo, hoje o que me faz escrever algo sobre inovação, vai muito para além da transmissão de conhecimentos muitas vezes desajustados à maturidade das crianças, dos livros que são oferecidos mas onde não se pode escrever, das  salas de aula / formação do século passado tristes e enfadonhas, das cadeiras onde têm de estar sentados mesmo que não aguentem, das mesas todas iguais e corridas….

O que na verdade quero falar hoje prende-se com aquilo onde a escola / formação tem mesmo de Inovar… na forma como partilha o conhecimento, no modo como encara essa partilha, deixando de se preocupar com coisas mesquinhas, que só nos fazem decrescer.

A atitude de cada um de nós, enquanto professor / formador, deve ser questionada todos os dias e não entendermos que a escolas / formação são fantásticas sem alunos / formandos. Efetivamente só conseguimos atingir os nossos objetivos se aceitarmos os nossos alunos como pessoas mágicas, se os amarmos, se lhes dermos “colo”, se os marcarmos e se eles sentirem que estes sentimentos são verdadeiros.

Vejamos a nossa turma como um bolo. Se quisermos obter um bolo magnífico, temos de colocar todos os ingredientes nas devidas porções, pois se assim não fizermos poderemos não ter o bolo que pensámos. No entanto, ainda nos faltam acrescentar o nosso cunho pessoal à receita, nomeadamente se gostarmos de experimentar novas soluções. Não esquecer também que para que o bolo saia bem, temos de juntar ainda a vontade de presentear alguém com este manjar, o amor que depositamos nesta receita, a ajuda de alguém para bater as claras, o auxílio de outro para untar a forma…

O bolo parece estar pronto, mas surgiu a vontade de ir mais além… rechear o bolo. Mais uma vez a nossa vontade, o amor e a dedicação vêm ao de cima para que possamos continuar.

Com os nossos alunos, também é assim… a vontade de partilhar, a ligação de todos os ingredientes, o amor que sentimos por eles, o incentivo para inovar nas aprendizagens e a dedicação para que o resultado final seja digno e motivador devem ser a principal preocupação de quem partilha o saber com os outros.

Os sentimentos, as emoções e os afetos que partilhamos com os nossos alunos / formandos devem ser o foco da inovação na educação / formação de forma a que não sejamos meros fazedores de fichas de trabalho, de sumários, mestres das planificações e doutorados em avaliação por testes…

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