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Inovação: Um desafio para a Gestão do Risco

Inovação: Um desafio para a Gestão do Risco

A globalização, a par da crescente competitividade, introduz novos desafios face aos quais as organizações têm que dar resposta, tentando ser inovadoras e apostando na introdução de novas ideias e projetos. Esta urgência de inovação tem obrigado várias empresas a repensar e reorganizar as suas estruturas, os seus projetos e sistemas, na perspetiva de sobreviverem a este clima competitivo e ganharem vantagem face às demais.

Os projetos são, frequentemente, encarados como o veículo para a concretização ou a comercialização de determinadas inovações. Sendo a gestão orientada a projetos uma realidade cada vez mais vincada no meio empresarial, surge a necessidade de gerir os projetos de forma eficaz e eficiente, para que sejam bem-sucedidos e o seu contributo para a organização seja realmente efetivo. É neste sentido que a gestão de projetos tem ganho representatividade e importância, sendo encarada como uma poderosa resposta organizacional aos complexos desafios da gestão.

Porém, o desenvolvimento de um projeto, devido às suas características únicas e temporárias, é um processo de difícil execução, acompanhado de algum nível de incerteza e risco. A criatividade é um dos principais determinantes de um processo de inovação. Deste modo, e apesar de o risco estar presente em todas as tipologias de projetos, assume particular relevância em projetos de inovação, onde é maior a exposição ao risco, não só pela própria complexidade do conceito de inovação, mas também pela existência de resultados menos previsíveis.

Neste sentido, a gestão do risco tem vindo a ser desenvolvida ao longo das últimas décadas como parte integrante da gestão de projetos. Vários standards apresentam diretrizes de como gerir o risco do projeto, uma vez que se trata de uma das áreas do conhecimento de maior importância entre as práticas de gestão de projetos.

Apesar de muitas organizações reconhecerem a necessidade do processo de gestão de risco, esta prática parece ser ainda uma realidade pouco vincada no âmbito da gestão da inovação, existindo uma tendência das organizações portuguesas para negligenciar a gestão do risco. É, por isso, importante que se fomente a sua realização, de forma a fundamentar as estimativas realizadas, o controlo do processo de inovação, a tomada de decisão e, consequentemente, o sucesso do projeto.

Importa, ainda assim, ter consciência de que o uso inapropriado da gestão do risco poderá desencorajar a inovação, por exemplo, ao coagir a partilha de ideias ou sugestões radicais. Inovar passa, num primeiro momento, por criar ou inventar, sendo, posteriormente, crucial arriscar e concretizar essa invenção. Saliente-se, pois, que o conceito de risco tem particular pertinência em contextos de inovação, pois terá de existir uma certa apetência ao risco para agir e levar a cabo um projeto inovador, no qual o fracasso deverá ser um resultado possível, mas, obviamente, evitável.

É, portanto, crucial que se estabeleça um equilíbrio harmonioso entre inovação e risco, criando as condições para aproveitar riscos calculados. Este equilíbrio poderá ser alcançado através da delineação de um processo de gestão do risco devidamente customizado ao projeto e à realidade da empresa, que permita antecipar determinados eventos, minorar incertezas, reduzir a probabilidade de fracasso do projeto e, por conseguinte, garantir a viabilidade do negócio.

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